Arquivo da categoria: Vida

Sanidade, é bom ter.

sa.ni.da.de
sf (lat sanitate) 1 Qualidade de são. 2 Saúde; normalidade física ou psíquica: As palavras do arengador suscitaram dúvidas quanto à sua sanidade mental. 3 Higiene, salubridade. 4 O estado higiênico de um lugar, a salubridade de uma terra.

Isso, segundo o dicionário online que encontrei por aí, é sanidade. Aquela coisinha mágica que a maior parte das pessoas tem, e se orgulha, e que evita que cometamos errinhos bobos como incendiar nossas casas ou nos mudar pra um daqueles países terminados em istão.

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O Dia Mais Feliz da Minha Vida

Eu já comentei várias vezes sobre supostos dias mais felizes. O engraçado é que todos os dias envolvem o Enzo se fudendo, de várias formas diferentes. Bom, eu estava enganado. Acabo de descobrir sobre o dia mais feliz da minha vida. E o que eu ví… foi HILÁRIO!

Esse, meus amigos, é o (ou, devo dizer, a) Enzo. E se vocês não se cagaram de rir com essas fotos, da nossa formatura, honestamente, não sei do que você vai rir.

Sim, foi um concurso do “Troca” – por assim dizer -, o Enzo ganhou, o troféu era um melão em forma de coelho, como você pode ver. E sim, estava muito bom!

Obrigado Deus Papai Noel Satã, nunca vou me esquecer desse presente em forma de piada que você me deu.

Edit: Amanhã teremos um ótimo post, bom ao estilo SdL. Fiquem espertos!

Detetive in Class

Esse jogo garantiu inúmeras horas de diversão na minha infância. Horas em que eu podia estar fazendo coisas menos nobres como vendendo drogas ou queimando coisas. Mas essa perda de tempo acabou de ser recompensada.

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Formandos Malucos

Ahh… A formatura. O período mágico em que você estará com seus amigos e professores sem precisar estudar, só ficando atoa nos aposentos de um hotel. E – como é de costume – sem nenhum juízo.

Devo dizer que, como bom paulistano, não tenho muita habilidade em natação, minha resistência ao sol é (quase) nula e a última atividade física que eu havia praticado vinha diretamente do japão, com o codinome Wii Sports. Isso já me desqualifica totalmente como pessoa-que-se-arrisca.

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Proporção

Todo mundo aprende sobre proporção um dia, seja da maneira fácil ou da difícil. E quando eu digo fácil quero dizer “junto a professora do primário” e quando eu digo difícil… Bom, esses você vão ter que ler um pouco mais de quatro palavras.

Hoje, durante uma das últimas aulas do período infeliz que passamos na escola, presenciei a maior lição de proporção que podia ter acontecido, aprendi uma coisa muito mais valiosa do que a construção de parábolas, ou da lição de cráse na sétima serie. Aprendi que brigas são coisas perigosas.

Não aconteceu comigo, digo aliviado, a única coisa que podia ser pior e descobrir, no último dia de acampamento, que seu cachorro morreu. E envenenado. Pelo seu melhor amigo. Isso. Aconteceu com o Enzo, o Enzo tem atributos bastante avantajados, como você leitor do SdL – como se houvesse algum – deve saber, e com o Pedro, um outro garoto da minha sala, prefiro não comentar sobre a personalidade do Pedro, afinal, amanhã ele terá o dia todo livre pra ficar na internerd, e pode acabar caindo aqui.

Então, enquanto “fazíamos” exercícios de parábolas (Repare às aspas em fazíamos) o Pedro resolveu implicar com um garoto. Que foi prontamente defendido pelo Enzo. Os eventos que se seguiram serão lembrados como os mais felizes, junto com o dia em que me formei, o dia que comprei meu primeiro carro e o dia em que o Enzo quase morreu.

Os dois mongóis começaram a se empurrar, fraco, a principio. Então, ao se enraivecer, Enzo deu um empurrão mais forte. Pedro, rapidamente retribuiu a gentileza com um soco na cara, os eventos que se seguiram parecem muito com isso:

O Enzo surtou. Totalmente. Partiu pra cima do menino e, sem pestanejar, deu vários socos pra todos os lados, acertando, inclusive, a professora Nara, que provavelmente lerá isso, então, oi (:

Durante aquele momento de descontrole, minha amiga Thaís gritou constantemente pra EU separar a briga. EU! Um menino magrelo de um e setenta com cinqüenta quilos. Ao desistir de me convencer a cometer suicídio, a menina se volta ao Marcos, bom, prefiro não comentar sobre o Marcão. Mas ele é quase tão (ou mais) fraco que eu.

Resultado: Dois suspensos, um com a boca sangrando, o outro com a cara roxa. E eu feliz, de ter presenciado a cena mais feliz da minha vida. Isso que eu ganho por cumprir penitência!

Espalhando boatos

Ainda me lembro dos meus curtos dias de estudante do Colégio Equipe, dias estes que, quem me conhece, sabe que foram desastrosos. Mas se tem uma coisa que eu aprendi como Equipano, que não aprenderia em lugar algum, essa coisa é espalhar boatos.

Não me lembro nem o dia, muito menos o nível de concentração na aula que eu tinha naquele momento, (fontes seguras revelam que a concentração era nula), só lembro que, ao avistar minha colega Isadora, colega no sentido real, já que nunca troquei mais de duas palavras com ela, decidi que aquele dia era seu aniversário.

O primeiro a entrar na jogada foi o Octávio, um garoto que costuma conversar comigo sobre coisas idiotas, alias, Octávio, se você ler isso, você me deve dois reais, desgraçado. Enfim, eu contei pra ele sobre o aniversário, disse que era segredo, sempre fui muito hábil com as palavras, ou ele era burro. Não sei direito.

Em poucos minutos a sala toda sabia do aniversário. Ninguém, veja você, se preocupou em checar com a garota, que só pode esclarecer depois do segundo ‘parabéns à você’ entoado pela classe.

O fato de estar ressuscitando um fato tão antigo tem um proposito. Mas poderia não ter, afinal, o blog é meu e você não me paga nada pelo esforço quase homérico de buscar textos no fundo do meu hipocampo, com o objetivo de te entreter. Bom, o motivo é, repeti a experiência, de uma forma mais desorganizada e incerta, esses dias.

Resolvi que era um bom dia para ser aniversário de alguém, não me lembro quem… Ah! A Naty. Era aniversário da Naty.

Fiquei exatamente dez minutos tentando espalhar esse boato, tentando a todo custo usar palavras grandes, assim as pessoa achariam que sou esperto, e não duvidariam. Engano. Ninguém, e quando eu digo ninguém, isso inclui o Enzo E o Marcos, acreditou.

Agora responda:

    a) Ninguém acreditou pois você perdeu seus poderes manipulativos (rizada maléfica aqui)
    b)
    Ninguém acreditou porque os alunos de sua nova/velha escola são mais inteligentes.
    c)
    NDA. Explique nos comentários.

Mardita Escola

Trabalhos escolares estão naquela enorme lista de coisas totalmente dispensáveis, que incluem, em especial, o Imposto de Renda, a Alfândega e os óculos de sol. Pelo menos era o que eu pensava, até hoje de manhã.

Bom, a tarefa era simples. Eu, o Enzo, o Marcos e o Thiago devíamos entrevistas um administrador de um Serviço Social. Então, durante longos dez minutos nós nos reunimos para pensar: Onde posso encontrar um serviço social em São Paulo?

São Paulo, como você deve saber, é uma cidade do interior com pouco mais de cem habitantes, cuja média de idade é oitenta e oito anos, e todas as velhinhas se chamam Teresa. O que torna a missão de achar um serviço social tão difícil como a de limpar a fralda da Dona Clotilde.

Caso você não tenha faltado nas suas últimas oitocentas e vinte aulas de Geografia, deve saber que o parágrafo acima foi escrito de forma irônica, com objetivo de fazê-lo rir. Então, basicamente, há UM MONTÃO de serviços sociais, cabendo a nós, uma trupe de retardados, a árdua missão de escolher uma delas.

Como ia dizendo antes de você me interromper, pensamos um pouco, e escolhemos os Alcoólicos Anônimos, uma ótima escolha, afina, sempre quis participar duma reunião do AA.

Então lá fomos nós. Os cem metros (Que, segundo o Enzo, foram oito quilómetros) mais toscos da minha vida, com direito a conversa sobre a beleza da ‘mina’ do Níglio. Chegamos a Sede do AA. Fomos direto no portão, procuramos enfadonhamente (?) uma campainha, que, oito minutos mais tarde, perceberíamos não existir. Não sabemos por que, mas andar cem metros atoa nos pareceu muito engraçado.

Por isso, resolvemos que nossa próxima parada seria na creche do nosso colégio. Porém, entretanto, todavia, nosso coléga Marcos resolveu que a creche não era um bom lugar. Então fomos a Igreja. Acredite, essa merda ficava longe.

A maior caminhada que um nerd sedentário já teve que fazer, sem nenhuma pausa pra usar um gadget legal.

Chegando na Igraja, entramos pela porta da frente (O que você esperava? Do’h), e avistamos um exército de pessoas extremamente desocupadas cantando músicas católicas e gesticulando. Da mesma forma que os jogadores de Wii fazem, entende? Ótimo. Quando virei as costas notei a ausência do Thiago. Em seguida descobrimos que ele estava lá, dançando com os desocupados. Ou não. Enfim. Tentamos sair do recinto. Não sem antes sermos atacados por uma mulher tentando nos converter, de forma realmente assustadora.

Fomos até a secretaria da igreja (Acredita que isso existe?) e, finalmente, entrevistamos um cara muito gente boa. Que nos contou coisas muito interessantes. Mas como essa parte não tem graça nenhuma, deixarei você imaginando.